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Meus amigos, é com orgulho que anuncio que o meu livro “Agnus Sib – A Jornada” saiu no conceituado site O’Bule.

Este site, como ele mesmo se auto descrever, é um “projeto coletivo de literatura. Contos, crônicas, e-Oficinas, entrevistas, micronarrativas, resenhas, folhetins etc”.

São ao todo seis colunistas mais colaboradores e convidados que fazem a alma deste site. Se você gosta de escrever, O’Bule é um grande incentivador das suas idéias.

Tomando isso como verdade, eu enviei um exemplar do meu livro para que ele possa ser sorteado por lá. É uma ótima promoção para o meu livro e a visita ao O’bule vai render ótimos momentos de prazer, eu garanto.

Vai lá, acesse a página e concorra ao livro – aproveite pra ler as resenhas de outros livros e crônicas dos colaboradores.

Site:  http://www.o-bule.com/2011/04/agnus-sib-jornada-de-arloni-bais-junior.html

Um grande abraço,

Arloni.

Agnus Sib – Últimas informações

Bom dia, queridos seguidores deste post, tudo bem?

Gostaria de informar sobre as vendas do livro “Agnus Sib – A Jornada”:

Como vocês sabem, este é o primeiro livro da trilogia “Agnus Sib”, vendido na forma tradicional e também em e-book.

Pelo site SMASHWORDS, você consegue editar seus livros e, obtendo o ISBN para eles, você consegue distribuí-los em outros sites de venda, incluindo Amazon etc.

Como nesta semana ele saiu em mais um site, estou disponibilizando uma nova lista. Assim que o SMASHWORDS fechar com outras livrarias/sites, eu atualizo novamente este site:

Livro em formato tradicional:
Clube de Autores:

http://www.clubedeautores.com.br/book/10473–Agnus_SIb__A_Jornada

AGBooks:
http://www.agbook.com.br/book/9999–Agnus_Sib__A_Jornada

Livro em formato ebook:

SMASHWORDS:

http://www.smashwords.com/books/view/12117

SONY EBOOK STORE:

http://ebookstore.sony.com/ebook/arloni-bas-junior/agnus-sib-a-jornada-primeira-parte/_/R-400000000000000242457

KOBOBOOKS:

http://www.kobobooks.com/ebook/Agnus-Sib-Jornada-Primeira-Parte/book-fHlq6BawQEehkNo699ZfMQ/page1.html

 

BARNES AND NOBLE (NOVO):

http://search.barnesandnoble.com/Agnus-Sib-A-Jornada/Arloni-Ba-s-Junior/e/2940000894330/

Lembro novamente que o formato ebook pode ser baixado para os mais diversos ereaders disponíveis no mercado como Kindle, Ipad etc etc etc, além de smartphones. EM BREVE ELE ESTARÁ TAMBÉM NA LOJA DA APPLE!

Como sempre, aguardo sua visita nos sites acima para conhecer meu trabalho! Outros links interessantes estão no menu do lado direito dessa página.

Um grande abraço!

CPMF é pra que mesmo?…

Fonte O Globo:

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/12/15/impacto-finaceiro-do-reajuste-dos-parlamentares-em-assembleias-camaras-de-vereadores-deve-chegar-r-2-bi-ano-923301534.asp

BRASÍLIA. O impacto financeiro do reajuste de 61,8% aprovado nesta quarta-feira para os subsídios dos deputados federais poderá ser de quase R$ 2 bilhões por ano nas contas dos estados e municípios. Isso acontecerá, segundo levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), se as Assembleias Legislativas dos 26 estados e do Distrito Federal e mais as Câmaras de Vereadores de todos os municípios aprovarem projetos reajustando seus subsídios pelo teto constitucional.

Engraçado é que se você vai em um hospital público, você adoece só em entrar nele de tão calamitosa que é a condição que ele se encontra – verba pra isso não existe.  Falaram tanto do candidato Serra, chamaram-no de hipocondríaco por falar tanto de saúde como se estivessemos num país de primeiro mundo e não precisassemos disso.

A educação é uma vergonha, com inúmeras escolas sem professores preparados, ou então, como temos em várias partes do Brasil, escolas improvisadas em galpões, paredes de estuque, crianças sentadas no chão etc. Merenda escolar é lenda em muitas delas, e por falar nisso, a Rosinha Garotinho, após desvio de verbas de merenda escolar e tantos outros roubos conseguiu enfim voltar para a prefeitura de Campos, mostrando como nós contribuintes não mandamos em nada. Quem tem dinheiro é quem tem poder, e ponto final, vide bancos, cada vez mais ricos num país cada vez mais pobre, apesar de quererem maquiar os números.

Por falar em bancos, Salvatore Cacciola conseguiu um harbeas corpus e agora está em casa… Dinheiro, dinheiro, dinheiro…

As vezes, pareço que sou o único a ver essas coisas e fica indignado com isso. Meu salário se divide no meio, pagando saúde pública ineficiente e pagando plano de saúde pra mim. Pago escola pública e no dia em que tiver filhos, vou pagar uma particular para eles, porque ir para escola pública e não ir dá no mesmo, aqui no Brasil. Os impostos que pago não sei pra onde vão. Aliás, sei sim. Eles não vão pra onde deveriam ir, mas vão para os contratos superfaturados de TODAS as prefeituras do Brasil inteiro, sem exceção. Vão engordar o bolso dos parlamentares que acham que ganham pouco e aumentam o próprio salário na hora em que bem entendem. O dinheiro do imposto paga as verbas de hora extra dos parlamentares que coçaram o dia inteiro e vão votar coisas absurdas na madrugada, além das verbas para comprar terno, pagar aluguel, reforma de gabinete etc.

Realmente, o Brasil é um país muito rico, pois mesmo com tanta roubalheira ele não faliu ainda. Imaginem se todas as contas fossem auditadas, se não houvesse corrupção, jeitinho brasileiro etc, nós seríamos mesmo país de primeiro mundo. Mas, estamos atrás de Japão, arrasado na segunda guerra, atrás dos tigres asiáticos, atrás da Índia (céus, Índia…) e por aí vai. A Índia, inclusive, tem mais moral na ONU, inclusive com o Barack Obama. E nós, bem nós temos o futebol, o samba e as mulatas. E só.

Falam tanto de argentino, mas quando o governo faz alguma besteira, a primeira coisa que acontece é um panelaço. Aqui o brasileiro apenas fala, reclama pros amigos mas no fim das contas acaba num bar bebendo e falando sobre mulheres. Agir que é bom, nada. Passivo até demais, vai levando na cabeça tudo que os governantes mandam, mas fazer o que, se tem BBB passando na televisão pra alegrar a gente, né?

Foi como eu li em alguns comentários hoje espalhados por aí: o povo brasileiro só vai pras ruas no carnaval e parada gay.

Enquanto isso, os parlamentares votam em causa própria. E o povinho? Assistindo Passione pra ver o que vai acontecer com o Tony Ramos…

Existe uma petição pedindo anulação desse aumento. Quer fazer algo útil para você mesmo? Acesse agora

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoAssinar.aspx?pi=P2010N4596

e vote contra essa imoralidade. Só é preciso seu nome, sem RG ou CPF. Faça algo antes que seja tarde demais…

Sacou agora pra que vai servir a nova CPMF?…

Agnus Sib – Últimas informações

Bom dia, amigos, tudo bem?

Hoje escrevo com alegria para atualizá-los sobre os sites de venda do meu livro “Agnus Sib – A Jornada”. Como vocês sabem, este é o primeiro livro da trilogia “Agnus Sib”, cujo segundo livro já está sendo escrito.

Inicialmente, ele só estava sendo oferecido na forma tradicional, de papel, mas em seguida ele começou a ser vendido também em e-book a fim de atender um novo mercado/tendência.

Nesta semana ele saiu em mais um site específico de e-books, portanto achei interessante atualizá-los de todos os sites onde ele está sendo vendido atualmente:

Livro em formato tradicional:

Clube de Autores:

http://www.clubedeautores.com.br/book/10473–Agnus_SIb__A_Jornada

AGBooks:

http://www.agbook.com.br/book/9999–Agnus_Sib__A_Jornada

Livro em formato ebook:

SMASHWORDS:

SONY EBOOK STORE:
KOBOBOOKS (NOVO):
Lembro que o formato ebook pode ser baixado para os mais diversos ereaders disponíveis no mercado como Kindle, Ipad etc etc etc, além de smartphones.
Estas são as notícias que eu gostaria de compartilhar com vocês – aguardo sua visita nos sites acima para conhecer meu trabalho! Outros links interessantes estão no menu do lado direito dessa página, clique e confira!
Um grande abraço!

Parece brincadeira, mas não é…

Hoje estava no shopping e minha esposa, louca por chocolate como toda mulher que se preze, resolveu tomar um daqueles Mc qualquer coisa de sobremesa. Já que eu estava ali, ia pegar um basicão mesmo, a famosa casquinha mista (ou caxquinha mixta, como dizemos nós cariocas…)

Bem, após pagarmos uma fortuna por dois sorvetes, fomos pegar a sobremesa ao lado do quiosque. Minha casquinha mista veio correta mas a de minha esposa veio errada. Ao invés de vir a de chocolate, veio a de baunilha. Minha esposa questionou o sabor e a atendente trocou pela sobremesa correta, de chocolate.

Até aí, tudo bem, certo? Não conseguiu entender o problema? Pois é, mas não terminei a história – calma que a gente chega lá: ao ver que tinha feito o Mc Qqcoisa errado, a atendente trocou pelo certo, JOGANDO FORA NO LIXO um sorvete BOM, comsumível, simplesmente porque não era do sabor correto da cliente. NEM OS BISCOITOS ela aproveitou, poderia ter simplesmente tirado de um cone e colocado no outro, sem nenhum problema, pelos menos para a gente. Uma sobremesa inteira, boa, comível, jogada no lixo com uma certa ignorância porque o cliente não queria aquela exatamente.

A ação dela foi tão rápida e inesperada que ficamos sem reação. Se minha esposa soubesse que o sorvete seria jogado inteiro no lixo, ela teria ficado com ele mesmo, ou dado para alguém, já que se ia pro lixo, tanto faz o destino do sorvete. Aliás, seria essa mesma a nossa ideia: pegar o sorvete “errado” e dar para uma criança, pra alguém, ou pra gente mesmo – qualquer coisa, menos o lixo.

Sinceramente, foi a cena mais chocante e triste que eu vi na minha vida. Um sorvete que não tinha qualquer defeito, a não ser… diferente do que a cliente pediu. Fico pensando… será que não dói na consciência da atendente jogar fora um sorvete que milhões de crianças no nosso Brasil não tem acesso, ou sonha tomar um dia? Será que ela não lembra quanta fome e miséria temos por aqui, e que milhares matam ou roubam por um prato de comida? Será que ela mesma não ficou com vontade de comer aquele sorvete que ela acabara de jogar no lixo com total desprezo?

Ok.. A culpa não é dela, não 100%. A culpa é do Mc Donald´s, cadeia americana, oriunda do maior país consumista do mundo. País rico, joga diariamente no lixo toneladas de alimentos e produtos acabados. É o país do desperdício, das milhões de embalagens plásticas jogadas fora poluindo o NOSSO meio ambiente. A terra é nossa, é de todos nós… Mas, voltando ao assunto comida, é impressionante o desperdício aplicado naquele país.

Bem, ver desperdício lá é uma coisa. Ver aqui, num país de pobres e miseráveis, com tanta miséria, fome e desprezo pela condição humana, uma cadeia que joga fora sanduíches a cada sei lá quantos minutos porque está “frio”, sendo que muita gente conversa e faz tantas outras coisas durante sua refeição que inevitavelmente vai comê-lo frio (mesmo porque estar quente é muito relativo: o quente para você poder ser frio para mim e vice-versa), chega a ser criminoso – uma cadeia dessas não pode ser considerada uma cadeira séria, talvez devessemos levar o nome CADEIA no sentido popular mesmo. E todos nós sabemos que quantidade nunca foi sinônimo de qualidade.

Fiquei mais de meia-hora indignado pensando na atitude leviana da mocinha… Quantas crianças se matariam para tomar um sorvete? Quantas PESSOAS adorariam tomar um sorvete? Que país permissivo é esse que abre suas pernas para essas lanchonetes com essa filosofia de jogar comida boa no lixo, tendo mendigos, crianças famintas nas ruas? Será que as pessoas perderam o senso da realidade? Será que colocaram cortinas nas ruas para tampar a pobreza dos nossos olhos? Passaram algum “Tabajara Rejuveneitor” nos nossos carros e passamos todos a dirigir BMWs, Porsches, Audis? E que todas as nossas escolas públicas são uma cópia fiel de Harvard? E qualquer hospital público é um Copa D´Or da vida?

Enquanto nós formos coniventes com tudo isso, calados, passivos para tudo, nossa realidade NÃO vai mudar. Ver pessoas jogarem comida no lixo como se tivesse jogando fezes sendo que temos famintos no mundo inteiro não pode ser normal, não pode passar despercebido.

Brigar com a atendente, no meu caso, não adiantaria nada. Provavelmente, como dita a educação popular, eu receberia um “o senhor quer do lixo?” Mas, deixar de ir num restaurante desse, não apenas eu, mas todo mundo, com certeza mudaria a atitude deles, pois nestes casos, se mexe com o que eles mais prezam, que neste caso significa o seu bolso. Ver perda de receita faz as pessoas enlouquecerem. Só dessa forma você consegue chamar a atenção desses monopólios. Por mim, o Mc Donald’s faliria, porque não me faz falta nenhuma. Pra comer mal, prefiro ficar com fome.

Mas, como sabemos, há gosto pra tudo…

Deixo aqui uma curiosidade retirada de um site relacionado ao meio ambiente (http://www.portaldomeioambiente.org.br). Pode até ser tendenciosa, mas faz a gente pensar um pouco no que fazemos para nós mesmos…

“De acordo com o mais recente relatório econômico divulgado pelo McDonald’s do Brasil, a empresa é líder no mercado brasileiro de fast food, tendo respondido, em 2007, por 40% do segmento de alimentação rápida fora de casa no país. No mesmo ano, a empresa vendeu no país 196 milhões de sanduíches, 264 milhões de porções de batatas fritas e 17,8 mil toneladas de carne…

…Façamos um cálculo rápido: cada refeição gera em média 32,5 gramas de resíduos sólidos, entre papel e plástico. Como em 2008 a empresa faturou 22% a mais que em 2007, podemos estimar que vendeu cerca de 15%  mais lanches. A partir desses números, chegamos à quantidade de 7.312 toneladas de papel e plástico descartados. Considerando ainda que a refeição consome guardanapos, sachês de temperos, sacos de papel, embalagens e caixas de transporte, e que resulta em resíduos alimentares, podemos chegar a uma estimativa conservadora de 17,5 mil toneladas de lixo produzido pelo McDonald’s em 2008.  Se todas estas embalagens descartadas fossem colocadas lado a lado, a distância percorrida pelo lixo seria igual a seis voltas ao redor do planeta. Todo este volume foi lançado no lixo comum.”

Será que essa conta é tão tendenciosa assim mesmo? Eu acho que não – é só ver o noticiário e ver a quantidade diária de lixo que é recolhida numa cidade como Rio de Janeiro ou São Paulo…

Um dia de fúria…

Nessa época de Copa, um dos filmes mais satirizados foi o “Um Dia de Fúria”, onde Michael Douglas encarna o Dunga – tenho certeza que todos já viram ou receberam os vídeos que viraram inclusive série dessa bem humorada paródia.

Pra dizer a verdade, acho que todos já tiveram ou pensarem em ter um “dia de fúria”. Pra quem não se lembra do filme, Michael Douglas simplesmente surta em diversas situações do dia-a-dia que realmente estressam qualquer um, como o trânsito totalmente parado, preços absurdos cobrados por coisas bobas, mau atendimento…

E aí, ontem finalmente eu tive o “meu” dia de fúria. Eu sou do tipo de pessoa, como alguns já sabem e me conhecem, uma pessoa que corre atrás dos seus direitos, em qualquer lugar que seja, não importando a situação. Cansei de ficar horas e horas no telefone brigando com Vivo, Claro, Telemar, Telefônica quando algo acontecia de errado e, caso a ligação não resolvesse, eu partia para as ações judiciais necessárias, todas ganhas inclusive, pois quem não sabe que as empresas de telefonia simplesmente fazem o querem, e o consumidor é o que menos tem voz, apesar da lógica mandar o contrário.

Mas, voltando ao meu dia de fúria, ontem (sábado 10 de julho) eu e minha esposa fomos fazer um passeio até uma cidade aqui perto e, devido ao andar das horas, resolvemos comprar um lanche pra levar e comer durante a viagem. Quem me conhece sabe que não sou fã do Mc Donald’s – acho a carne e o pão sem graça, além do atendimento americanizado demais, mas como eu sei também que minha esposa é fã dessa cadeia e ela é a única que ficava no caminho que a gente estava seguindo, resolvi parar ali e comprar dois lanches no drive-through. Ao entrar na fila, a qual tinha uns quatro carros, ficamos pensando se não seria melhor comer logo ali mesmo e seguir viagem, já que Pedreira, a cidade para onde íamos ontem, ficava a apenas meia hora em média de Campinas. Como não podíamos sair dali mesmo, o jeito era pedir, pagar, estacionar e levar o lanche para dentro da loja. Assim fizemos e, ao sentar, o meu dia de fúria começou…

Minha esposa pediu o famoso No.1 e eu, como era sábado, resolvi pedir o tal Mc Itália. A cara do sanduíche era boa… um pão grande cheio de gomos, com a carne feito um milanesa com queijo por dentro e por cima um molho de tomate com muito pepperone e queijo parmesão. Na teoria e na foto, o sanduíche era ótimo… Mas, pra minha surpresa, ao abrir a caixinha, só decepção: de primeira, o pão era outro, o normal de hamburguer, e contadas três fatias de pepperone com quase nada de queijo parmesão (sério, devia encher uma colher de sobremesa no máximo). Esse “conjunto” mal cobria a carne, o que me deixou extremamente invocado… Já não sou fã dessa lanchonete, e não era admissível pagar quase R$30,00 reais um lanche mixuruca e vagabundo como aquele.

Levantei-me e fui falar com o gerente:

“Boa tarde, tudo bem? Eu comprei esse lanche aqui e ao abrir me decepcionei. Que pão é esse?”

“Mandaram (não se sabe quem) trocar o pão por esse aqui…”

“Quem mandou? Por que não avisaram na entrada? Esse pão aqui é muito menor do que o da foto”

“Sabe o que é senhor, é que como a carne é grande, dá a impressão que o pão é pequeno…”

“E????? Como fazer agora, eu quero aquele pão!”

“É só impressão senhor, por exemplo o Big Tasty tem o pão maior blá blá blá blá…. O senhor quer que troque o lanche?”

“Não, eu quero o lanche como está ali na foto!”

(Nesta hora eu abri o pão e mostrei o pepperone e o queijo colocados a conta-gotas:

“Meu amigo, olhe aqui o pepperone contado, mal tem molho e queijo!”

“É porque colocaram tudo amontoado, parece que não tem nada…”

(gerentes sempre acham que os consumidores são burros e não sabem contar, ver quantidade, reclamar dos seus direitos…)

“Você só pode estar brincando, né? Venha aqui, olhe para a foto e olhe para o sanduíche. Aqui mal tem recheio! Eu quero um igual aquele ali!

(Nesse momento, eu e Michael Douglas nos tornamos um só…)

“O senhor quer que eu refaça o seu lanche?”

“Sim, CLARO!”

E aí, minutos depois, veio um novo sanduíche:

“Aqui está senhor, o seu lanche!”

(Nesse momento abri a caxinha e conferi o lanche, no pão de hamburguer mesmo porque não tinha o outro, pelo menos ali naquela loja. E veio bastante pepperone e queijo, muuuuuuuuuuito diferente do sanduíche ridículo que viera de primeira vez)

“Bem diferente, concorda? E aliás, deixe-me dizer uma coisa: eu tinha parado no drive-through e resolvi de última hora comer aqui dentro. Se eu não tivesse parado aqui, não teria como reclamar, já que eu estaria bem longe e não tinha como voltar. Outra coisa, não é a primeira vez que isso acontece aqui nessa loja!”

“Senhor, peço desculpas e vou orientar meus funcionários para tomaram mais cuidado da próxima vez…”

“É bom mesmo…”

E assim voltei para a minha mesa e apreciei o lanche ao lado de minha esposa. E realmente não tinha sido a primeira vez que um lanche comprado naquele drive-through tinha vido bem ruim. Ficamos com a sensação de que, como em um linha de produção, os lanches piores acabam sendo direcionados para o drive-trhough, afinal meia hora depois, quem for comê-lo. cheio de fome, não vai voltar na lanchonete pra reclamar…

Ou isso, ou é mesmo o tal do fazer o lanche com o mínimo de recheio possível para poder render mais, coisa de boteco de quinta categoria, com o resultado igual: quem compra no drive-through dificilmente vai voltar pra reclamar, o que mostra a mentalidade de terceiro mundo no que diz respeito ao tratamento dos seus clientes – no que a gente chama também de tratamento pós-venda, que é: te ofereço mundos e fundos antes de vender o serviço e depois de vendido, quero mais que você se exploda, afinal já ganhei o meu dinheiro…

Resumindo, mais um ponto negativo para o Mc Donald’s, que pra mim não presta e um ponto negativo para o gerente que insistiu em me chamar de burro por não saber reconhecer um sanduíche mal feito.

Fica claro o desrespeito ao consumidor, a insistência em empurrar um serviço mal feito e a ganância dos nossos gerentes, porque duvido que isso aconteça nas lojas americanas, onde eles sabem que qualquer coisa gera um processo fácil fácil…

E eu me senti o Michael Douglas no meu dia de fúria, apontando para o cardápio luminoso e dizendo “EU QUERO UM IGUAL AQUELE ALI!”…

Por essas e por outras que eu ainda prefiro o Bob’s, principalmente porque é NACIONAL, nascido em Copacabana…

E o saldo da Copa 2010 foi…

…o que já estamos acostumados a ver: a perda do time do Brasil que obviamente gerou reclamações, xingamentos, insatisfações e, claro, a volta de todas as bandeiras e camisas brasileiras para as devidas caixas e armários, se não foram parar no lixo…
Em relação ao jogo do Brasil especificamente, me abstenho de comentar, uma porque não entendo nada de futebol (o que não me impede de ter minhas opiniões, não relacionadas a esquemas táticos obviamente, mas de postura, lógica de atuação, planos B, etc…) e segundo porque já tivemos 180 milhões de “técnicos” dando seus palpites e conjecturas desde a fatídica sexta-feira (aliás, desde a convocação dos onze “magníficos”). Se o Dunga errou ou acertou ao escolher jogadores, se ele esperou demais pra fazer certas substituições durante as partidas ou mesmo se deixou de fazê-las, quem entende do assunto sabe o que poderia ter sido feito na devida hora no calor dos jogos. Se isso iria mudar o resultado da Copa, se tivesse sido outro técnico que não O Dunga, se isso, se aquilo, agora tudo faz parte do mundo de suposições que só mesmo sendo advinho pra saber o resultado dessas combinações. E se advinho existisse, estaria milinário agora acertando todos as mega-senas, quinas, lotos, jogos do bicho e demais jogos de azar existentes por aí, não é mesmo?
Mas o que me chamou a atenção nisso tudo foram as atitudes e acontecimentos pós-jogo que me fazem pensar sobre, principalmente, a educação de nosso povo, foram a mentalidade atrasada em certos aspectos, e mesmo a união em prol de certas “causas” não tão nobres assim, e inexistentes quando deveriam existir.
Explicando melhor meu parágrafo anterior:
1) A seleção na saída do estádio foi hostilizada. Xingamentos de “burro” pra tudo quanto é lado e dessa forma o povo se despediu “gentilmente” de sua seleção – novo encontro assim só daqui a 4 anos. Desse fato podemos ver duas coisas distintas: primeiro, até o jogo com a Holanda a seleção era feita de heróis. Ganhando bem ou mal, estava dando orgulho pra nós. Mas, só foi perder para a Holanda que o time de guerreiros passou a ser um time de frouxos, que só suam a camisa por dinheiro, etc etc etc. Eu sei, já eram as oitavas-de-final, o mata-mata. Perdeu, volta pra casa. Claro que chateia, entristece o resultado que foi, afinal todos queremos ganhar. Mas, analisando friamente para a situação, o Brasil ganhando ou perdendo a Copa, tirando o orgulho de “quase hexacampeões” ferido de lado, a vida continua a mesma, o salário de todo mundo continua o mesmo, o Brasil não passaria a fazer parte do G-8 por causa da Copa e por aí vai. Ou seja, que me perdoem os fanáticos, mas não iria mudar em nada a nossa situação, o nosso cotidiano, nossas contas a serem pagas. Mas o que eu queria dizer é: não adianta você fazer milhões de coisas certas, pois a errada é a que vai ficar marcada para sempre. Se o Dunga errou, ele também acertou para termos chegado até aqui – ou vão dizer que não? Não, não estou defendendo o Dunga, mas acho que ao invés de “BURRO”, um obrigado pelo seu esforço e dedicação que conseguiu fazer nossa seleção chegar até as oitava-de-final, além dos outros títulos que ganhamos durantes esses anos nas disputas pré-copa, isso ele poderia ter recebido.
Não concorda comigo? Veja, o que ele fez foi assistido por 180 milhões de brasileiros
2) Você, no seu trabalho, no seu dia-a-dia, não gostaria de receber elogios pelas pequenas conquistas que só você e poucos acompanham? Ou vai dizer que você não se chateou de levar uma bronca do chefe por aquele relatório que você deixou de entregar no fim da sexta-feira as 22:00 da noite depois de ter trabalhado e entregue tudo que devia nas 90 horas trabalhadas em uma semana normal de 40 horas de trabalho? Ou você, mulher, mãe, que se mata em fazer um mega almoço pra família e ouve do marido um “Quem botou essa mesa? Tá faltando talher! Você faz sempre as coisas pela metade!”??
O que eu quero dizer é que as pessoas são extremamente intolerantes as falhas do seus semelhantes. As pessoas querem seus próximos perfeitos, seja um técnico, marido, mulher, filhos ou vizinhos. Ninguém pode cometer falhas, todos tem que ser perfeitos sempre. Vencedores são o máximo, os perdedores são…SEMPRE PERDEDORES! O segundo-lugar é feio, é para quem não teve capacidade de ser o primeiro, como se todas as pessoas fossem perfeitas. Será mesmo, será que ninguém no mundo erra, comete falhas, não hesita, vacila ou sente medo? Será que temos 180 milhões de perfeitos no Brasil, ou 7 bilhões de perfeitos no mundo? Será que todos são vitoriosos em seus trabalhos, nas suas relações familiares, nos seus afazeres diários?
Acho que, se as pessoas lembrassem da sua condição humana, que é por natureza falha, não apontaria as falhas alheias, não acusariam ou apontaria os dedos sendo que todos temos telhado de vidro. Não é com xingamento que se ajuda ou motiva, ou se muda o curso de uma ação, e sim com suporte, com ajuda, com entendimento e compreensão. Isso vale pra torcer para um time, para se viver um casamento, se cuidar de um filho, enfim, de viver. Portanto, acho que independentemente do resultado do jogo, que foi ruim sim para a gente, a atitude do nosso povo só mostra que falta muita educação para o Brasil querer chegar ao G-8 da vida. Ser emotivos sim, mas irracionais não, não se pode confundir essas coisas. Uma pedrada na cabeça do Dunga não vai ajudá-lo a agir diferente, mas uma conversa sim. Mesmo porque os erros nos fazem crescer e amadurecer, e ver como agir diferente da próxima vez, pois é assim que crescemos, na tentativa e erro, desde pequenos, e ele com certeza não é o mesmo do Dunga que foi antes da partida. Isso vale pra ele, pra mim, pra você, pra todos nós: ninguém é perfeito e pode em hipótese alguma cobrar perfeição de ninguém, não importa o salário ganho, a projeção na mídia, etc etc etc. Tal cobrança é utópica, mas poucos se lembram disso.
3) Brasileiro adora copiar tudo que vem de fora, e normalmente copia as porcarias e deixa de lado as coisas que realmente tem valor. Dos EUA é um
tal de DELIVERY pra cá, FAST-FOOD pra lá, letreiros e mais letreiros em inglês – até a Sininho da Disney agora é TinkerBell (chamar de Sininho é coisa de velho, outra coisa extremamente desrespeitada no Brasil…) e por aí vai. Se for pensar assim, vamos então deixar de falar Piu-Piu e Frajola e dizer Tweeter e Silvester, Woodpecker ao invés de pica-pau e, finalmente, deixar de ser brasileiro pra ser BRAZILIAN. Ora, porque não copiar do americano a sua educação, a sua noção de civilidade? Porque não hastear a bandeira brasileira em cada casa ao invés de colocá-la em shorts, cangas, chinelos e tapetes? Porque não saber o hino brasileiro de ponta a ponta ao invés de só se cantar o seu comecinho? Nisso o brasileiro não acompanha. Bandeiras só de 4 em 4 anos. E se o Brasil perde, como perdeu, as bandeiras voltam para as gavetas e armários, se não foram rasgadas num ato de burrice só porque o Brasil perdeu uma partida de futebol, onde quem ganha são os jogadores, e muito, por cada partida ganha. Brasileiro adora falar mal de argentino, tem rixa, debocha… Mas quem já foi pra Buenos Aires, por exemplo, sabe que as ruas e prédios deles são muito bem cuidados, mesmo eles sendo um povo sulamericano, nosso vizinho e que faz divisa com a gente. E eles, diferentemente de nós, vão as ruas, fazem panelaço contra o governo, questionam e lutam pelos seus direitos.
E o brasileiro? Que linda sua união durante a Copa! Bandeiras gigantes nas varandas e janelas, carros enfeitados, cabelos pintados, chapelões… MAS, se tem uma CPMF sendo votada no Congresso, quantos brasileiros vão as ruas protestar? Quantos realmente fazem alguma coisa? Todos, sem excessão, reclamam do preço da gasolina. Quantos resolvem fazer um mutirão e não abastecer enquanto o preço não baixar? IPTU, IPVA, IP… caríssimos? É, se reclama nos corredores das empresas mas, quantos brasileiros se unem em marcha para Brasília pra reclamar dos abusos dos impostos?
Quem não está cansado de pagar tarifas astronômicas nos bancos? Cheque especial, juros de cartão, empréstimos, tudo milhares de vezes acima da inflação, sendo passível de recalculo junto ao PROCON. Eu não me lembro de ter visto meia dúzia de brasileiros fazendo passeata pra reclamar dos bancos, os verdadeiros governantes do Brasil…
Ou seja, o brasileiro se une pelas causas erradas, reclama das coisas erradas mesmo sendo assaltado todos os dias pelos impostos e taxas pagas por todo lado, em tudo que se compra, vende ou mesmo que se ganha (o imposto de renda é uma das coisas mais absurdas do mundo: você DAR (doar, entregar de mão beijada etc etc etc) para o governo parte do que você ganhou no ano como fruto do seu único e pessoal esforço. O governo não te ajudou em nada para se manter em determinado emprego, não patrocina a vaga que você ocupa e te culpa de enriqucer cobrando o I.R. – total absurdo!).
Resumindo, a Copa foi um lixo, já que perdemos. Pedras e lanças no Dunga, que nos fez perdê-la! Mas no dia seguinte, vamos felizes ao posto pagar R$2,59 pela gasolina que sairia pela metade do preço, sorrir ao ver o contra-cheque ter menos R$27,5% de salário que foi para o governo apenas manter a máquina administrativa, já que se você for ao Posto de Saúde da sua cidade vai ter que levar maca e atadura de casa porque lá não vai ter, isso se você tiver a sorte de ser atendido no mesmo dia, claro! E claro, lembrar de pagar a escola particular dos seus filhos para não correr o risco do seu filho não se envolver com drogas na escola pública – não estou nem falando do aprendizado, que todos nós sabemos a que nível anda nessas instituições). Mas, para isso, juntar nas ruas todos os brasileiros vestidos com a bandeira do Brasil pra fazer um país melhor, ahhhhh, isso dá muito trabalho!…
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